[{"@context":"https:\/\/schema.org\/","@type":"Article","@id":"https:\/\/www.oitenta.es\/eu-colecciono-tu-coleccionas-nos-coleccionamosos-checos\/#Article","mainEntityOfPage":"https:\/\/www.oitenta.es\/eu-colecciono-tu-coleccionas-nos-coleccionamosos-checos\/","headline":"Eu colecciono, tu coleccionas, n\u00f3s coleccionamosOs checos","name":"Eu colecciono, tu coleccionas, n\u00f3s coleccionamosOs checos","description":"\u00e9 uma paix\u00e3o. Aqueles que se apaixonaram por ela n\u00e3o conseguem imaginar a sua vida sem ela e dificilmente trocariam o seu estilo de vida por outro. Para muitos deles, \u00e9 um credo de vida, mas tamb\u00e9m um sentido de algum tipo de perspetiva no dom\u00ednio a que se dedicam. Basta ir ao encontro de","datePublished":"2025-04-27","dateModified":"2025-04-27","author":{"@type":"Person","@id":"https:\/\/www.oitenta.es\/author\/#Person","name":"","url":"https:\/\/www.oitenta.es\/author\/","identifier":1,"image":{"@type":"ImageObject","@id":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/53c590fdd1ec24ee297a15a00a0829b5191e9163e4cc5dbbee20ed40fcc30ad9?s=96&d=mm&r=g","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/53c590fdd1ec24ee297a15a00a0829b5191e9163e4cc5dbbee20ed40fcc30ad9?s=96&d=mm&r=g","height":96,"width":96}},"publisher":{"@type":"Organization","name":"oitenta.es","logo":{"@type":"ImageObject","@id":"\/logo.png","url":"\/logo.png","width":600,"height":60}},"image":{"@type":"ImageObject","@id":"https:\/\/www.oitenta.es\/wp-content\/uploads\/img_a327318_w2606_t1539576334.jpg_1..jpg","url":"https:\/\/www.oitenta.es\/wp-content\/uploads\/img_a327318_w2606_t1539576334.jpg_1..jpg","height":0,"width":0},"url":"https:\/\/www.oitenta.es\/eu-colecciono-tu-coleccionas-nos-coleccionamosos-checos\/","wordCount":456,"articleBody":"\u00e9 uma paix\u00e3o. Aqueles que se apaixonaram por ela n\u00e3o conseguem imaginar a sua vida sem ela e dificilmente trocariam o seu estilo de vida por outro. Para muitos deles, \u00e9 um credo de vida, mas tamb\u00e9m um sentido de algum tipo de perspetiva no dom\u00ednio a que se dedicam. Basta ir ao encontro de filatelistas ou de coleccionadores de r\u00f3tulos de cerveja e ficar\u00e1 surpreendido com os conhecimentos que possuem.Existem v\u00e1rios milhares de coleccionadores de discos de vinil na Rep\u00fablica Checa. Mas n\u00e3o se trata apenas de pe\u00e7as de museu numa vitrina empoeirada; a m\u00fasica e a palavra falada s\u00e3o muitas vezes perseguidas com um gosto nost\u00e1lgico s\u00f3 experimentado por quem alguma vez sentou aquele disco de pl\u00e1stico preto com entalhes num gira-discos e colocou uma agulha de transfer\u00eancia na sua extremidade.\tMuseu da M\u00fasica de T\u00e1borUm dos entusiastas \u00e9 tamb\u00e9m um natural da Bo\u00e9mia do Sul, Pavel Neufus. Aos catorze anos, come\u00e7ou a fazer as suas primeiras pe\u00e7as, quando os Beatles dominavam o mundo e o fim da d\u00e9cada de 1960 estava iminente. Nessa altura, as produ\u00e7\u00f5es estrangeiras ainda eram comuns nas prateleiras das lojas checas, mas nos anos 70, durante o per\u00edodo de normaliza\u00e7\u00e3o, foram gradualmente retiradas da venda e os coleccionadores encontravam-se cada vez mais secretamente nos mercados negros. Os jovens consideravam a m\u00fasica estrangeira &#8220;ocidental&#8221; como um desafio contra o poder pol\u00edtico da \u00e9poca, as trocas eram muitas vezes invadidas pela pol\u00edcia (Seguran\u00e7a P\u00fablica) e podia-se ter um Queen destes debaixo do bra\u00e7o por 250 CZK (o que equivale a cerca de 4000 CZK \u00e0 taxa de c\u00e2mbio atual).O Sr. Neufus acabou por emigrar para os EUA alguns anos mais tarde e continuou a sua paix\u00e3o l\u00e1, mas n\u00e3o tinha tanto dinheiro e os discos demoravam a chegar. A maior parte dos discos foi acumulada na d\u00e9cada de 1990, altura em que p\u00f4de regressar ao pa\u00eds e instalou-se em T\u00e1bor. A cole\u00e7\u00e3o cresceu rapidamente \u00e0 medida que as pessoas se livravam dos discos de vinil, tal como fizeram com a loi\u00e7a de porcelana nos anos 70, quando o mercado era dominado pelo pl\u00e1stico. Depois da Revolu\u00e7\u00e3o de Veludo, come\u00e7ou a famosa era dos CD e quase n\u00e3o houve interesse pelo vinil. Parecia que, no in\u00edcio do mil\u00e9nio, os discos iriam desaparecer completamente, mas foi o contr\u00e1rio que aconteceu. Hoje, o vinil est\u00e1 de novo na moda e no Museu da M\u00fasica de T\u00e1bor pode ver-se um milh\u00e3o de discos, alguns dos quais s\u00e3o mesmo pe\u00e7as \u00fanicas muito valiosas.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                "},{"@context":"https:\/\/schema.org\/","@type":"BreadcrumbList","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"Eu colecciono, tu coleccionas, n\u00f3s coleccionamosOs checos","item":"https:\/\/www.oitenta.es\/eu-colecciono-tu-coleccionas-nos-coleccionamosos-checos\/#breadcrumbitem"}]}]